O AutoCAD na construção do
primeiro tanatório em Portugal

O Município de
Matosinhos, na pessoa do Sr. Presidente Dr. Guilherme Pinto,
reconhece a cremação como algo inevitável, tanto pela falta de
espaço, garantindo a sustentabilidade do solo cemiterial, como pela
questão ambiental. A Câmara Municipal de Matosinhos decidiu apostar
na criação do primeiro Tanatório (complexo funerário) em Portugal,
obra que estará concluída em Junho de 2009, para servir Matosinhos e
toda a região norte do país, espaço ecuménico preparado para receber
rituais de todos os cultos e que também pretende ser um lugar de
participação na vida social da comunidade.
Luísa Valente,
arquitecta autora do
projecto de arquitectura explica,
“O Tanatório responde em pormenor a um
programa preliminar nas diversas funções que lhe estão inerentes.
Distribui-se por três blocos ligados entre si por uma galeria/ nave
principal. A sala da despedida tem uma relação importante com o mar
e céu através de um vão de vidro que permite a sua leitura. A urna
desloca-se através desse mesmo eixo, desaparecendo nessa “linha do
horizonte” e desce posteriormente ao piso técnico numa plataforma
hidráulica, solução estudada de forma a não ser visualizada pelas
pessoas.
No espaço envolvente os elementos verdes são predominantes, com
extensos relvados e árvores, além de percursos e locais de estadia
aprazíveis. O edifício foi projectado tendo em consideração a
satisfação das exigências de conforto térmico nomeadamente
necessidades de aquecimento, arrefecimento e ventilação sem
dispêndio excessivo de energia estando também projectada a
instalação de colectores solares devidamente dimensionados para a
instalação em causa.”
No
primeiro bloco do Tanatório localizam-se os serviços administrativos
e serviços de apoio - cafetaria e respectiva zona de serviços e
florista; no outro bloco, antecâmaras e capelas de velório (3
capelas) apoiadas por uma sala de tanatopraxia e sala de
repouso/sala de apoio psicológico; num terceiro bloco, a sala de
estar/espera, sala de entrega de cinzas e sala de despedida com
capacidade para 120 pessoas e uma galeria no piso superior que se
destina às várias fases do processo de cremação enriquecendo a
capacidade de uso da mesma, um espaço que se pretende polivalente.
Quando questionada sobre a contribuição do software
AutoCAD neste projecto, Luísa Valente, utilizadora experimentada de
AutoCAD, tendo tido o primeiro contacto com as tecnologias CAD em
1989, começa por explicar que “todos os intervenientes no
projecto utilizaram como base de comunicação o formato DWG, não
tendo sido necessário qualquer tipo de conversão e garantindo-se
assim o respeito pelo projecto de arquitectura.”
Ao longo do desenvolvimento do projecto do Tanatório,
as diferentes especialidades intervenientes - arquitectura,
especialidades (betão, água, saneamento, térmica, etc), medições e
orçamentos trabalharam sobre uma base estruturada de informação,
desde a nomenclatura de layers à normalização de elementos
construtivos.
“Hoje em dia já é uma constatação que a
comunicação através de dados digitais permite reduzir custos a
diferentes níveis (para além de contribuir para a preservação do
ambiente) ”, sublinha a responsável e
acrescenta, “a facilidade com que se
transmite uma ideia e se a concretiza com eficiência e clareza,
torna o AutoCAD e a família de soluções da Autodesk, uma excelente
ferramenta de projecto desde a concepção até ao detalhe e sendo o
formato DWG um dos formatos de dados de projecto mais utilizados em
todo o mundo, garantiu-se assim que não haveria dificuldades de
comunicação e de compatibilidade entre o dono de obra e a empresa
responsável pela construção do Tanatório”.

Uma outra vantagem encontrada na utilização do
AutoCAD aquando da elaboração do projecto foi o facto de este
software tornar mais rápida a execução de desenhos rotineiros e os
comandos mais fáceis de localizar pois apresenta as opções de
comandos num formato visual conciso que permite aos utilizadores
seleccionar rapidamente os comandos mediante o tipo de trabalho que
estão a executar.
O AutoCAD, permite o controlo de projectos desde a
concepção até à conclusão do mesmo. As ferramentas de documentação
do AutoCAD permitem um desenvolvimento mais rápido do projecto
minimizando as tarefas repetitivas.
“Realço a facilidade de organização a
preparação de toda a documentação de projecto. O gestor de folhas do
AutoCAD organiza as suas folhas de projecto, reduzindo os passos
para a publicação, criando automaticamente vistas de esquemas e
ligando a informação do conjunto das diferentes folhas”,
reforça a responsável.

A Câmara Municipal de Matosinhos conta com o apoio do
seu Revendedor Autodesk, a PH Informática, para realizar um trabalho
de sensibilização e formação dos funcionários da autarquia
possibilitando-lhes tirar partido efectivo das ferramentas de CAD da
Autodesk.
Uma redução substancial do tempo de revisão do
projecto foi conseguida graças à facilidade de comunicação pois
todos os profissionais envolvidos no projecto e nas diferentes
especialidades conhecem e utilizam soluções da Autodesk.
Luisa Valente, Mestre em Planeamento Urbano e
Regional, não hesita em afirmar que
“hoje em dia, os benefícios de se utilizar tecnologia CAD numa
autarquia são amplamente apercebidos por todos. São vários os
departamentos que utilizam no seu dia-a-dia tecnologias CAD da
Autodesk: departamento de estudos urbanísticos, infra-estruturas até
ao gabinete de apoio técnico de já não se imagina um tempo de
resposta diferente dos que hoje possível graças utilização de
tecnologias CAD pelos serviços da câmara.”
A Câmara Municipal de Matosinhos utiliza software da
Autodesk desde 1995. Actualmente tem cerca de 40 licenças de
software Autodesk (licenças monoposto e também licenças em rede)
distribuídas por diferentes departamentos.
Consulte o caso de estudo em pdf.
|