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AutoCAD Map 3D 2008 – Desenhos prontos e no formato
certo.
Aos departamentos de produção cabe o desenho, edição e preparação dos
desenhos, enquanto que o departamento de SIG deve tratar da integração
dessa informação nos projectos e bases de dados, para além de se ocupar
das tarefas habituais de análise e gestão de informação espacial.
No entanto, grande parte das vezes, a informação chega ao SIG tudo menos
pronta para que possa ser integrada ou armazenada. Para além de se
verificarem grandes atrasos na execução de projectos, obriga a que os
técnicos de SIG tenham de proceder a preparação da informação com
ferramentas muito pouco preparadas para o efeito.
Tradicionalmente, os departamentos de produção requerem,
incontornavelmente, uma aplicação CAD, quase sempre o AutoCAD, que, pela
sua natureza, está totalmente preparada e dotada de ferramentas para
desenho e edição de informação. No entanto, estas aplicações permitem
apenas (ou quase) o desenho e a produção de desenhos sem inteligência,
ou seja, sem elementos descritivos que permitam a identificação e
pesquisa dos objectos desse desenho.
Podemos dizer que os blocos permitem a definição de atributos. Muito
bem... mas se precisarmos, por exemplo, de associar um topónimo a uma
estrada ou o nome do proprietário a uma parcela, só resolvemos o
problema com elementos texto ou com associações pouco estáveis a BD´s.
As aplicações CAD, com algumas excepções, não permitem que os
desenhos produzidos possam ser gravados em formatos de dados diferentes
dos seus próprios formatos. No máximo, quando realmente permitem gerar
ficheiros em formatos diferentes, fazem-no apenas em formato CAD.
Assim, os problemas maiores começam a surgir quando esses desenhos têm
de ser entregues aos departamentos de SIG ou a departamentos encarregues
de armazenar convenientemente essa informação.
Deste lado do circuito, são tão ou mais importantes do que a
geometria os atributos que descrevem cada elemento do desenho.
Fundamental, é a garantia de que a associação destes atributos à
geometria em circunstância alguma se perde.
Se nada disto se verificar, caberá sempre ao departamento de SIG o ónus
de refazer o trabalho do departamento de produção, o que, no mínimo,
significa desperdiçar trabalho já feito.
Por outro lado, as aplicações típicas de SIG têm algumas limitações
quanto à usabilidade que conseguem conferir a um ficheiro CAD, por
exemplo DWG ou DGN. Normalmente, conseguem apenas “carregar” o ficheiro
na aplicação, com a informação totalmente agrupada por geometria. Ou
seja, até a informação mais elementar de um desenho CAD, que é a sua
organização por layers ou níveis, é perdida. São necessários processos
de manipulação dos ficheiros, para que se consiga extrair novamente esta
informação e, só depois, reestruturarem-se ou criarem-se os temas por
cada layer existente...
É trabalho a mais para algo que pode ser extremamente simples para quem
produz, e extremamente útil para quem integra a informação nos
projectos.
Repare-se:
- O AutoCAD Map 2008 integra totalmente o AutoCAD 2008. O AutoCAD
Map 3D 2008 é efectivamente um AutoCAD. Significa que os técnicos
que se ocupam da produção e edição dos desenhos continuam a
trabalhar com uma ferramenta que conhecem bem.
- O AutoCAD Map 2008 tem um conjunto de funcionalidades que, desde
a validação, à produção de desenhos ou informação em formatos de
dados diferentes, permitem uma perfeita interoperabilidade e
coexistência de plataformas.
De forma a que os departamentos de produção e SIG possam comunicar e
interoperar fluida e eficazmente, são enumeradas, de seguida, algumas
sugestões para implementação de procedimentos extremamente simples, mas
extremamente críticos, úteis e eficazes.
Com o AutoCAD Map 2008, do lado da produção:
1º - Produção de informação com um sistema de coordenadas já
definido, ou sobre informação raster automaticamente georreferenciada.
2º - Limpeza e correcção de informação, através de processos de
verificação e correcção interactivos ou totalmente automáticos –
eliminação de duplicados, breaks e extends automáticos, conversões de
curvas a polilinhas, entre outros.
3º - Catálogo de objectos que garanta a normalização da informação.
Esta fica automaticamente de acordo com as especificações definidas,
para que possa ser partilhada com o SIG já validada – polígonos
fechados, layer correcta, estrutura de atributos definida...
4º - Introdução de atributos em processos paralelos ao desenho. Quem
produz a informação é quem realmente sabe e deve descrever os elementos
– toponímia de estradas, material das condutas de saneamento...
5º - Comunicação e partilha de informação em formatos de dados que
sejam efectivamente úteis para o SIG – SHP, E00, ArcInfo Coverages, MID/MIF,
...
Para além dos processos normais de import/export, o Map 2008 permite o
acesso directo, para leitura e escrita, em formato nativo,
a dados espaciais. A implementação deste procedimento pode, para
elementos da equipa com privilégios de acesso aos dados, representar um
acréscimo de produtividade imensurável. Deixa de ser em absoluto
necessário transferir ficheiros entre departamentos, já que, em ambiente
CAD, com ferramentas de edição de elevada precisão e facilidade de
utilização, estes profissionais podem aceder directamente aos dados –
SHP, ArcSDE, Oracle, SQL Server, MySQL, SDF - proceder à sua edição,
geométrica e descritiva, e guardar as alterações ou adições efectuadas
directamente sobre a fonte de dados espacial.
O AutoCAD Map 2008 é absolutamente ideal para que, através de
pequenos passos, totalmente adaptados aos processos e procedimentos já
implementados, se consigam resultados surpreendentes no seio de uma
organização. Todas as tarefas são fundamentais e representam um passo
crítico nos workflows. No entanto, apesar de na sua natureza serem tão
distintas – desenho / SIG – não significa que tenham mais de ser
incompatíveis.
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